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Mundo da Web 2.0 - Parte VI

8 September, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

6 - Qual a avaliação de vocês sobre a Via6? O retorno está alinhado com o que vocês imaginavam? Como foi o processo do aporte de capital que vocês receberam?

Diego>
Estamos satisfeitos com o desenvolvimento que a comunidade vem tendo, passamos dos 290 mil usuários e temos tido uma boa recepção da mídia em geral.

O processo de aporte de capital foi riquíssimo para nosso desenvolvimento pessoal, aprendemos muito sobre negócios e se relacionar com diferentes tipos de pessoas (imprensa, colaboradores, fornecedores, investidores e etc.). Além disso percebermos o que realmente curtimos fazer, trabalhar e o quanto estamos dispostos comprometer nossa vida pessoal por dinheiro.

Mundo da Web 2.0 - Parte V

5 September, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

5 -As organizações, de um modo geral, estão preparadas para extrair o máximo de proveito do potencial que as redes sociais oferecem? Vocês poderiam citar um caso de sucesso e um de fracasso?

Diego>
A questão é se as empresas realmente precisam tirar o máximo do potencial das redes sociais, ou em vez disso o máximo que a sua realidade da empresa permite nesse momento. Citando o filósofo chinês Lao Tzu “A mais longa jornada começa com um único passo”, querer começar uma jornada no último passo só sobra o cainho de “andar pra trás”, o fracasso. Um exemplo claro foi a Budweiser que lançou a TV
Budweiser com a intenção de ser um Youtube particular da empresa para divulgação com orçamento milionário e produções hollywoodianas. O resultado foi que em alguns meses eles anunciaram que iriam tirar o site do ar por falta de acesso.

Já um caso de sucesso é o do HSBC aqui no Brasil, onde o CEO criou um blog interno para se aproximar dos milhares de funcionários do banco. Sem se expor na Web em geral, um projeto pequeno mas muito relevante e um grande passo para a colaboração da empresa. Não tenho dúvidas que a cultura do HSBC vai levá-los a ter muitos outras iniciativas como essa ao longo do tempo com enormes benefícios.

Renato>
Não. Poucas empresas estão realmente entendendo as redes sociais, pois seus gestores não vivenciam as redes, como faz o jovem de 17 anos. Também, estão esperando fórmulas prontas para entrar nesse mundo, mas essas fórmulas ainda não existem.

Mundo da Web 2.0 - Parte IV

3 September, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

4- Na opinião de vocês, permitir que os públicos interno e externo de uma empresa tenham 100% de liberdade ao se expressarem não pode ser considerado um risco, uma vez que não há como controlar rumores infundados e ataques à sua reputação?

Diego>
A liberdade de se expressar não é um risco em si, mas como é feito isso e em que contexto. O grande problema das empresas aproveitarem o conceito de colaboração e Web 2.0, é que normalmente é feito um radicalismo entre “entrar de cabeça”, transformando tudo em rede social livre, ou ceticismo total, numa tentativa de se isolar do mundo e lutar contra a maré. Nos dois casos é uma luta perdida. Caso seja um processo verdadeiro, sem cinismo, e comprometido a gerar valor, em vez de “aparecer” com certeza os riscos não existirão.

Renato>
Sim, é um risco, mas com o qual que todas as empresas deverão lidar. Já não é mais uma questão de escolha.

Mundo da Web 2.0 - Parte III

1 September, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

3- Que oportunidades as redes sociais na web podem trazer para as empresas?

Diego>
Inúmeras como o Crowdsourcing, Co-Criação, Divulgação e Comunicação. As empresas podem fazer com que os seus próprios clientes tirem dúvidas de outros, como acontece espontâneamente com as comunidades de celulares no Orkut ou como fez a Locaweb que criou um fórum para que os próprios clientes ajudassem uns aos outros, a isso é chamado de Crowdsourcing. Outra possibilidade é a empresa criar seus produtos junto com o seu público como fez a Boticário que ouve as sugestões dos consumidores no Orkut e lança novos produtos baseados nisso ou a Dell que nos EUA criou um sistema de sugestões para seus serviços chamado Ideastorm, esses são exemplos de co-criação da empresa com o cliente.

Além disso, também pode-se pensar na divulgação de novos produtos em redes sociais, usando os próprios usuários para gerarem conteúdo, como fez o Club Med da França ao permitir que hóspedes coloquem em seus blogs sobre sua estadia e colocar fotos no Flickr do seu dia-dia no Resort.

Renato>
As redes sociais estão inseridas em um contexto em que já fazem parte da vida das pessoas, contando com a interação delas, de modo muito mais pessoal que outros meios de comunicação. Utilizar as redes sociais para falar com as pessoas, se feito do modo correto, pode gerar laços muito mais fortes com os consumidores, gerando até mesmo entusiastas das marcas. Além disso, toda essa cultura de colaboração, compartilhamento e troca, pode gerar muito valor tanto na comunicação e feedback, como na construção de novos produtos e soluções.

Mundo da Web 2.0 - Parte II

29 August, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

Tenhamos como exemplo a enciclopédia virtual Wikipedia e o Orkut. A primeira é um ótimo exemplo de uma ferramenta colaborativa que deu certo e o segundo, uma das maiores redes de relacionamento da internet. No entanto, nem um dos dois é não 100% livre, afinal os artigos e textos publicados na Wikipedia passam por uma aprovação, que garante a precisão e veracidade de seu conteúdo e no Orkut há uma série de restrições quanto a imagens e comentários, e além disso, tudo pode ser apagado pelos usuários. É possível ter um local “sem censura” na web ou uma filtragem é sempre necessária?

Diego>
É que na verdade em ambos os casos não é nem censura ou filtragem. No caso do Orkut é questão de liberdade, as pessoas têm liberdade para liberar suas fotos ou não. Impor que todos tenham que mostrar sua foto, é sim uma atitude anti-democrática.

Já o Wikipedia ele combina a democracia com a meritocracia. A aprovação de certos artigos é feito não por uma classe social de “ricos” ou pessoas de “sangue azul”, mas por qualquer um da Internet que se mostrou competente, com seriedade e principalmente com predisposição para poder tomar algumas decisões em conjunto com outros moderadores do Wikipedia.

E aí temos que ir mais fundo no conceito de democracia, para pensar nela não como “participação de todos”, mas sim “abertura ou liberdade para participação de quem quiser” o que tem muito mais a ver com igualdade de direitos, que podem ou não ser exercidos, do que com a igualdade do dever da participação.

Renato>
Considero a princípio a Wikipedia, por exemplo, um local livre. A censura que existe ali é feita pelos próprios usuários, os mais ativos e relevantes para a comunidade. As vezes a própria comunidade decide que a abertura total pode não ser a mais interessante para todos. O próprio sistema de filtragem, quando feito pelos própŕios usuários é um exemplo de liberdade. Entretanto em algumas oturas situações a fitlragem pode ser necessária, para manter o foco e relevância das informações

O Mundo da Web 2.0 - Parte I

27 August, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0, Redes Sociais

Esse post faz parte de uma série posts que estarei escrevendo baseado em uma entrevista que eu e o Renato fizemos para a Revista da Casper Libero, feita pelo Daniel Betti, em Junho desse ano.

1 -Que ferramentas da web 2.0 se configuram como espaços para redes sociais?

Diego>
São todas ferramentas em que acontecem duas coisas. Em primeiro lugar as pessoas se conectam de alguma forma entre si, essa é a capacidade de compartilhar. E em segundo é a possibilidade de gerar conteúdos e informações, que é a capacidade de colaborar.

Renato>
A maioria das ferramentas de web 2.0 provém aspectos de redes sociais, pois o forte dessas ferramentas está nessas relações. O forte da Web 2.0 é a colaboração e ela só existe em espaços onde as pessoas possam interagir.

Em defesa da Web 2.0 e ataque à Web 3.0

18 August, 2008 por Diego Monteiro
Postado em: Web 2.0

Estou voltando a escrever artigos além de escrever aqui no Blog da Via6 e no meu blog pessoal People Based.

Publiquei no WebInsider um artigo que fala sobre a Web 2.0 e Web 3.0.

“No entanto, sempre defendi e ainda defendo o termo web 2.0, pois ele foi um conceito necessário para que as pessoas que lidam com a internet de alguma maneira (todas as pessoas e de todas profissões praticamente) saibam separar o joio do trigo.

Esse termo, apesar da chiadeira, foi importante pois tornou claro e didático um novo paradigma para todos, desde quem programa sites, pertence ao RH das empresas, lidera uma equipe ou simplesmente gosta de por vídeos engraçados no Youtube.”

Para ler o artigo completo link.

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